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25 de junho de 2008

Maria Rita nos coliseus de Lisboa e Porto

A cantora brasileira Maria Rita apresenta-se, esta terça e quarta-feira, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, e na próxima sexta-feira no Coliseu do Porto. Na bagagem traz o seu mais recente trabalho discográfico, intitulado "Samba meu".

A princípio era a filha de Elis Regina que também decidiu cantar. Durante algum tempo, essa imagem perseguiu-a, até porque a tonalidade das suas vozes é semelhante. Mas não foi preciso muito até Maria Rita se impor como um dos valores mais firmes da música popular brasileira.

A cantora decidiu aventurar-se nos palcos tardiamente: iniciou a vida profissional aos 24 anos. E o seu primeiro álbum, intitulado precisamente "Maria Rita", lançado em 2003, vendeu mais de um milhão de cópias em todo o mundo. Seria difícil imaginar melhor para um disco de estreia.

Na sequência do êxito deste trabalho inicial, Maria Rita coleccionou prémios que só vieram confirmar o seu inegável talento de intérprete.

Em 2005 surgiu com novo álbum, "Segundo", e partiu para uma grande digressão pelo Brasil. Seguiram-se mais de 50 concertos no estrangeiro, entre os quais no Festival de Jazz de Montreux, North Sea Jazz Festival, San Francisco Jazz Festival, entre tantos outros. "Segundo" rendeu-lhe dois Grammy latinos, para melhor registo de música popular brasileira e ainda para melhor canção ("Caminho das águas", de Rodrigo Maranhão).

Será sobretudo sobre este seu mais recente trabalho que irão incidir os concertos a realizar nos coliseus de Lisboa e do Porto. E ao vivo a sua voz ganha outra dimensão, tornando-se bem mais expressiva.

Fonte: Jornal de Notícias

Roberto Carlos e Caetano Veloso celebram em palco 50 anos da bossa nova

A imprensa brasileira dá hoje conta de que este encontro inédito está marcado para o dia 15 de Agosto no Rio de Janeiro, com Roberto Carlos e Caetano Veloso a partilharem o mesmo palco para interpretarem temas de Tom Jobim, um dos mestres da bossa nova.

A direcção musical estará a cargo de Jaques Morelembaum e entre os músicos que os acompanharão figura Daniel Jobim, neto de António Carlos Jobim. O programa de celebração do ritmo desconcertante inclui ainda o regresso aos palcos de João Gilberto, considerado o pai da bossa nova, nos meses de Agosto e Setembro.

O pianista e compositor João Donato, contemporâneo da bossa nova, será outro dos homenageados nesta celebração, que inclui ainda actuações em São Paulo e Rio de Janeiro de Miúcha, Adriana Calcanhotto, Bebel Gilberto, Fernanda Takai, Marcelo Camelo, Marcelo D2 ou Roberta Sá.

O programa é patrocinado pelo banco ItaúBrasil e conta entre os consultores personalidades como o produtor Nelson Motta, o musicólogo Zuza Homem de Mello e o antropólogo Hermano Vianna.

Fonte: Jornal de Notícias

14 de maio de 2008

CD “Nothing but the best” com inédito de Frank Sinatra

O CD, editado dez anos após a sua morte, reúne 21 temas gravados para a Reprise, discográfica que Sinatra constituiu no início da década de 1960, o tema inédito e ainda um DVD do seu concerto no Royal Festival Hall, em 1971.

No concerto, em que foi apresentado pela Princesa Grace do Mónaco, Sinatra interpreta 13 temas entre eles, “My way”, “The lady is a tramp”, “One for my baby” e “I’ve got you under my skin”. Frank Sinatra foi um dos primeiros artistas a querer controlar a sua carreira e a criar uma discográfica própria, a Reprise, que surgirá depois de não ter renovado o contrato com The Capitol, “Não me senti feliz durante o período em que estive ligado à Capitol. Quero formar a minha própria discográfica e levar a cabo as minhas ideias”, afirmou o cantor, na ocasião, à imprensa.

Um dos resultados das suas ideias foi a contratação de Sonny Burke e Neal Hefti, homens há muito ligados ao negócio da música e que segundo o músico e arranjador Billy May “sabiam o que era melhor para o artista e trouxeram qualidade musical”.

Sinatra afirmaria mais tarde que “os primeiros tempos da Reprise foram espectaculares”. As primeiras gravações datam de 1962 e correspondem a “Everybody’s twistin” e “Nothing but the best”, ainda nos estúdios cedidos pela Universal com Bill Putman. Ambos os temas estão incluídos neste CD editado pela Warner.

Fonte: Primeiro de Janeiro

18 de abril de 2008

Distinguido ou distingüido

O acordo ortográfico, a aposta na criação de museus no Brasil e a importância da acção cívica foram alguns dos temas abordados pelo músico e ministro da Cultura brasileiro, em Lisboa. Amanhã, dia 19 de Abril, Gilberto Gil está no Porto.

O governante brasileiro, que recebeu na noite de quarta-feira um doutoramento Honoris Causa em Museologia, atribuído pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, considerou que “ao levar as pessoas a discutirem a língua, o acordo ortográfico já está a prestar um grande serviço”.

Colocando uma nota de humor no seu discurso, o compositor e intérprete baiano disse não saber se estava a ser “distinguido” ou distingüido”, aludindo a uma controvérsia sobre o abandono do trema na ortografia brasileira após a entrada em vigor do acordo.

Gilberto Gil falou também do que mudou na sua vida quando passou a conciliar a vida de músico com o cargo político que ocupa. “Ser ministro obriga-me a acordar mais cedo, a ter ocupações formais como actividades administrativas e representativas, a prestar regularmente contas ao público e a participar em discussões internas no Governo, nomeadamente para decidir onde devem ser investidas as verbas”, contou.

Na sua intervenção após receber a medalha e o diploma, o recém-doutorado optou por falar dos museus e da museologia, assegurando que estes ganharam “um lugar importante” no seu coração. “Os museus podem redimensionar o ambiente humano no território brasileiro”, afirmou o ministro, referindo o caso de Iberê Camargo. Também presente na cerimónia, Pinto Ribeiro destacou o facto de Gilberto Gil “fazer com paixão aquilo de que gosta”.

Fonte: Primeiro de Janeiro

4 de março de 2008

Waterboys num concerto único em Gaia

A banda inglesa Waterboys regressa a Portugal para um concerto único a 14 de Março, no Pavilhão Municipal de Gaia, durante o qual apresentará o seu mais recente álbum, intitulado «Book of Lightning», anunciou esta sexta-feira a organização, citada pela Lusa.

Os Waterboys, liderados pelo vocalista escocês Mike Scott, surgiram há cerca de 25 anos e, ao longo da sua carreira, venderam mais de cinco milhões de discos em todo o mundo.

«The Whole of the Moon», «This is the Sea» e «Return of Pan» foram alguns dos temas mais conhecidos desta banda, que editou o seu último trabalho em Abril de 2007, reunindo 10 temas.

O concerto que os Waterboys vão dar em Gaia é uma iniciativa do pelouro da Juventude da Câmara de Gaia.

Valor dos bilhetes: 10€

26 de fevereiro de 2008

Latino Jazz

Apaixonantes pianistas de latino-jazz, dotados para a musica, Alfredo Rodriguez e Omar Sosa têm em comum o facto de serem músicos cubanos com forte influência da santeria, o culto cujos santos pairam sobre a sua música.

"Yemaya", canta o coro, sobre a canção de título Oye afra, do álbum postumo de Alfredo Rodriguez, morto a 3 de Outubro de 2005, com 69 anos, em Paris, onde se instalou em 1983.
É também dedicado a "Yemaya" (ou Yemanjá), deusa do mar, o novo registo de Omar Sosa, onde é focado igualmente "Eleggua", o primeiro dos orishas, "aquele que abre e fecha os caminhos da vida" ou "Ochun", o Deus do amor.
Alfredo Rodriguez compartilhou muito, no decorrer de uma longa carreira, tocou com grandes nomes da música latina como Celia Cruz, Lupe,Tito Puente, Jose Carlos "Patato" Valdés, Anga Diaz, Orlando Poleo... brilharam os seus impulsos para o jazz, a sua vontade de fazer dançar, as fendas calorosas do seu piano...
Tudo isto está no trabalho Oye afra, concebido a partir de gravações ao vivo reunidas pela sua esposa, onde está presente uma legião de músicos de alto voo, um dos quais Tata Güines, a referência dos percussionistas latinos, falecido em Havana no início de Fevereiro. Muitos convidados constam igualmente no álbum do delicado, abundante e elegante Omar Sosa, o lírico e mistico pianista de jazz, nascido em Cuba no ano de 1965, e estabelecido hoje em Barcelona. Neste album, África impõe-se como uma influência maiúscula.
Fonte: Le Monde