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23 de setembro de 2008

Colar GPS no pescoço de Fojo 'revela' segredos da alcateia

O jovem lobo Fojo não sabe, mas o colar com GPS que tem no pescoço permite aos investigadores do Projecto de Investigação e Conservação do Lobo no Noroeste conhecer todos os seus passos na Serra do Soajo.

"Este pode ser um dos animais que ajuda a alimentar as crias, uma espécie de 'baby-sitter' da alcateia, já que regressa sempre ao local onde estão as crias", afirmou a bióloga Helena Rio Maior, que tem monitorizado as deslocações do lobo desde que lhe colocou o colar, na manhã de 20 de Agosto.

O Fojo, um macho entre um e dois anos de idade, pertence à alcateia do Soajo, que tem oito elementos confirmados, entre crias, adultos e sub-adultos, tendo sido apanhado numa armadilha colocada na serra, junto ao local onde os investigadores tinham detectado a presença de crias na noite anterior.(...)

Trata-se de um comportamento normal entre os lobos, que são animais sociais e se juntam para alimentar as crias, que, nesta altura do ano, com pouco mais de três meses de idade, já não dependem exclusivamente do leite materno, mas ainda não saem do local onde nasceram.

"As incursões que ele tem feito para fora daquela zona são sempre para caçar e se alimentar", frisou Helena Rio Maior, destacando que esta situação permite que os investigadores conheçam rapidamente os locais onde ocorrem ataques de lobos.(...)

Se tudo correr conforme o previsto, o colar que o Fojo tem no pescoço vai cair, de forma automática, às 04:00 de 12 de Outubro de 2010, altura em que os investigadores esperam conhecer muito melhor os hábitos da alcateia do Soajo.

O recurso à telemetria GPS é uma novidade do Projecto de Investigação e Conservação do Lobo no Noroeste de Portugal, financiado pela empresa de energias renováveis Vento Minho.

O lobo é actualmente o último grande predador da fauna portuguesa, sendo considerada uma espécie 'em perigo' há mais de uma década.

O mais recente censo nacional, realizado em 2002 e 2003, revelou a existência de 65 alcateias, num total de cerca de 300 indivíduos.

Fonte: UNIVERSIA

Portugueses estão a andar mais de bicicleta

Não haverá dado mais apropriado para assinalar, hoje, o Dia Europeu sem Carros: o número de portugueses a andar de bicicleta está a crescer - e isso é algo que se vê nas ruas, nas ciclovias e, sobretudo, em inúmeras iniciativas por todo o país. Acresce que das 1249 medidas permanentes prometidas pelas autarquias que aderiram à Semana Europeia da Mobilidade entre 2000 e 2007, quase um quinto (227) destinava-se ao uso da bicicleta.

Este ano, das 67 autarquias aderentes, pelo menos 22 prometem mais ciclovias, mais pontos de estacionamento ou outras medidas mais originais. A Câmara de Coruche, por exemplo, vai passar a disponibilizar bicicletas aos seus funcionários, para deslocações em serviço.

Durante anos, falou-se mais dos pioneiros, como Aveiro, que desde 2000 tem um sistema de empréstimo gratuito de bicicletas - as Bugas. Das 250 que a câmara disponibiliza, cerca de 150 são diariamente utilizadas.

Cascais também saiu na frente, em 2001, com as Bicas - igualmente de uso gratuito. Em 2006 e 2007, foram pedaladas por 64 mil pessoas, durante 169 mil horas.

O modelo de empréstimo ocasional está a dar lugar a outras soluções. Em Almeirim, a autarquia vende bicicletas a custo reduzido. Na Universidade do Minho, os alunos recebem bicicletas para uso por três anos. Lisboa poderá adoptar um sistema semelhante ao de Paris, onde é semipago.

Por todo o país, há projectos para estimular o ciclismo numa base diária. Mas nem todos são vistos como realmente estruturantes. "Ainda estamos na fase em que as câmaras, para não perder o comboio, dizem: 'Temos 100 bicicletas, venham cá buscar'", diz José Nuno Amaro, da Ideia Biba, empresa que lançou o projecto BUTE, na Universidade do Minho...

Fonte: Jornal Público

23 de abril de 2008

Lobo ibérico em perigo

Três centenas de lobos sobrevivem em território português, um número que poderá reduzir se estes animais forem «esquecidos» no planeamento da construção de auto-estradas, parques eólicos e barragens, alertou o presidente do Grupo Lobo.

Francisco Petrucci-Fonseca disse haver uma grande preocupação com o impacto que estas grandes infra-estruturas têm nos territórios habitados pelo lobo ibérico, uma vez que levam a que “a sua área de distribuição esteja mais fragmentada”.

Com o objectivo de debater as medidas a tomar para que estes grandes predadores carnívoros possam viver ao lado do progresso, realiza-se sexta-feira, em Lamego, a conferência “Grandes Infra-Estruturas & Conservação do Lobo”, integrada numa reunião de trabalho do Projecto Life Coex, que junta representantes de Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia e Croácia.

Segundo o presidente do Grupo Lobo, estas infra-estruturas “estão a ter um impacto no território que o lobo ainda ocupa”, e deu como exemplo a região de Vila Real, devido à construção de estradas e parques eólicos. “Há alcateias na zona de Vila Real que já desapareceram nos últimos dois anos. E a construção das barragens do Tâmega será mais um problema”, avisou. Por isso, afirmou que o novo desafio para a conservação do lobo é que estas novas infra-estruturas tenham em conta a sua existência, criando, por exemplo, no caso das auto-estradas, passagens superiores ou túneis que “aumentem a permeabilidade” a esta e outras espécies, como corços e veados.

Fonte: Espigueiro

Quercus lança Campanha de Reciclagem de Rolhas de Cortiça

No dia 20 de Março, no Oceanário de Lisboa, a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza organizou, com o apoio da Comissão Nacional da UNESCO no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Floresta e do Ano Internacional do Planeta Terra, a cerimónia de apresentação dos projectos Condomínio da Terra: Cuidar das Partes Comuns do Planeta e Campanha de Reciclagem de Rolhas.

QUERCUS prepara-se para dar início à implementação no território português de um conjunto alargado de iniciativas e projectos associados à preservação da biodiversidade, à plantação de floresta autóctone, reciclagem, educação, redução de uso de bens comuns e parcerias na investigação.

Este Compromisso da Associação é um contributo neste desafio global de combate às alterações climáticas que será desenvolvido com diferentes entidades e parceiros.

O Programa GREEN CORK é concebido pela QUERCUS, e desenvolvido em parceria com a Corticeira AMORIM, a BIOLOGICAL e o CONTINENTE.

Este é um programa pioneiro em termos de reciclagem, uma vez que pela primeira vez os proveitos económicos são convertidos no financiamento de recuperação e conservação dos ecossistemas, através do Programa “CRIAR BOSQUES, CONSERVAR A BIODIVERSIDADE”.

Fonte: QUERCUS