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9 de junho de 2008

'Carpooling' dois sites para combinar 'boleias' em Portugal

A ideia surgiu quando Paulo Gingão estava preso no trânsito no temível IC19, a caminho de Lisboa. No meio de milhares de pessoas sozinhas dentro dos seus carros, devia haver algumas com percursos e horários semelhantes. Se pudesse combinar boleias e partilhar o carro pouparia dinheiro, o ambiente, e ainda teria companhia. O sistema de partilha do automóvel entre pessoas que residem perto e se deslocam para os mesmos sítios, conhecido como carpooling, não é novo mas a Internet veio dar uma ajuda preciosa.

Em Março do ano passado, foi lançado o deboleia.com (http://www.deboleia.com/) Este site de carpooling funciona através da colocação de anúncios e todos os dias surge uma mão cheia de pedidos.

Em Março deste ano lançaram novo site no endereço www.carpool.com.pt, desta vez como novas funcionalidades: "incluimos um mapa, uma aplicação do Google, que pode ser usada livremente, para ser mais fácil para os utilizadores, e está a ir muito bem", disse Paulo Gingão em declarações ao DN. Curiosamente o que custou mais não foi pôr o site de pé, conta o informático, mas sim divulgação do conceito.

Agora, já tem mais de mil utilizadores inscritos e quase 600 com percursos configurados. Por enquanto, os gestores ainda não conseguem saber quantos conseguem realmente encontrar parceiros de viagem mas garantem que "há pessoas a partilhar". "Ainda não temos maneira de receber feedback e essa é uma das modificações que queremos fazer," explica Paulo.

Dar ou apanhar boleia de desconhecidos não deve assustar.

Fonte: Jornal Diário de Notícias

3 de junho de 2008

Portugal é o país da Europa onde a comida sobe menos

Portugal foi o país da União Europeia onde os preços dos produtos alimentares menos subiram, mostram dados do Eurostat divulgados ontem. Os economistas explicam que o esmagamento do rendimento disponível das famílias deverá estar a obrigar as empresas a encurtarem as suas margens de lucro, em vez de reflectirem de imediato o aumento dos custos no preço final.

Enquanto a inflação dos bens alimentares chegou a 7,1% na UE e a 6,2% na zona euro, em Portugal ficou nos 3,2%. “As empresas não têm poder para repercutir os aumentos nos preços”, sublinha também Ivo Banaco, economista do Espírito Santo Research.

Entre as várias classes de alimentos, a maior subida de preços verificou-se no leite, queijos e ovos (14,1%) o que os economistas explicam com a subida dos preços das rações para a criação dos animais. Pão e os cereais foi outra das categorias que maior inflação sofreu (9,2%), repercutindo a subida de preços nos mercados internacionais.

A carne foi a classe de bens onde o aumento dos preços foi menor (0,7%) e nos vegetais houve uma queda de 17%. Na carne a justificação poderá estar no facto de “muitos produtores terem uma estrutura integrada (concentrando a produção de rações), conseguindo dissipar os aumentos dos custos”, adianta Rui Constantino, reconhecendo que será “mais fácil transferir os custos para o consumidor no caso do pão”.

Fonte: Jornal Diário Económico

21 de maio de 2008

O seu filho vai comer sopa e fruta hoje ao almoço?

Com os chocolates ou as batatas fritas a imporem-se na dieta alimentar dos mais novos, o Ministério da Educação assina protocolo para travar a obesidade entre as crianças.

Por muito boa que seja a sopa de legumes da escola, as crianças preferem os croissants, os chocolates, as batatas fritas que comem em casa ou no café. São alimentos que cativam os olhos e fazem as delícias das papilas gustativas, mas que podem estar a contribuir para o aumento do número de crianças com excesso de peso ou obesas. Há nutricionistas e dietistas a fazer ementas para que as crianças nas escolas tenham uma alimentação correcta e saudável.

As refeições são boas, garante o Ministério da Educação, que ontem assinou um protocolo com a Nestlé, com o objectivo de promover hábitos alimentares saudáveis e a prática de exercício físico. Nos últimos anos, a tutela tem estabelecido protocolos com a indústria alimentar também com o objectivo de melhorar a oferta desses produtos nas escolas, revela Luís Capucha, director-geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular.

A maioria das escolas públicas oferece refeições quentes e completas, com direito a sopa e a sobremesa. É a partir do 5.º ano que os meninos se sentem crescidos o suficiente para decidir se comem na cantina, onde uma refeição completa pode não ultrapassar os dois euros; ou no bar da escola, onde há folhados, rissóis, chocolates, baguetes mistas ou de frango. À medida que vão crescendo, as ofertas começam a ser mais e o almoço pode ser feito em qualquer sítio, menos na cantina.

Na escola, os alunos comem melhor porque os menus são idealizados por nutricionistas que procuram promover uma alimentação saudável, reforça o governante. Para as empresas de restauração que servem refeições, o caderno de encargos é gigantesco e pormenorizado sobre o que se deve ou não consumir.

Os programas de educação alimentar podem fazer a diferença, acredita Ana Leonor Perdigão, nutricionista e responsável pelo programa Apetece-me da Nestlé (www.apetece-me.pt), que faz chegar às escolas informação e materiais pedagógicos.

Fonte: Jornal Público

3 de abril de 2008

Chamadas taxadas ao segundo

Entra em vigor no início de Abril uma nova lei que impede os operadores de taxarem as chamadas telefónicas ao minuto. Desta forma, os utilizadores passariam a pagar apenas pelo tempo que estão ao telemóvel sendo esse período taxado ao segundo.

O director-geral do Consumidor, José Manuel Ribeiro, referiu que este é "mais um diploma que vem reforçar a defesa dos consumidores e dar-lhes mais poder enquanto decisores no processo económico, neste caso em concreto dos arredondamentos que proíbe essa prática".

Actualmente, a maioria dos operadores cobra um preço fixo pelo primeiro minuto de conversações - mesmo que a chamada seja de 20 segundos -, valor ao qual é somada uma taxa por cada dez segundos adicionais. O mesmo responsável assegurou que operadores de telecomunicações vão aceitar as novas regras "sem resistências"...

Fonte: TEK